quinta-feira, 24 de junho de 2010

Research ID - Você está preparado para ser um número?



Credit: J. Newfield / Science

A identificação de pesquisadores por meio de números tem sido apontada como solução para os problemas da falta de padronização de autores e existência de homônimos, o que tem afetado diretamente as pesquisas bibliométricas e cientométricas, com real impacto na mensuração da produtividade científica.

Lançado oficialmente em janeiro de 2008 pela Thomson Reuters, o ResearchID é considerada uma iniciativa pioneira na identificação de pesquisadores em nível mundial. Pensemos, por exemplo, nos nomes chineses transliterados dos caracteres originais a partir do Pinyin system...que, inequivocamente, apresenta reduções e simplificações. O mesmo ocorre com nomes japoneses e coreanos...E quanto aos inúmeros Smiths e Silvas?

Muitos países já desenvolveram identificadores nacionais, o que vem sendo utilizado também na maioria dos Repositórios Institucionais o Digital Author Identifier (DAI).

Outros sistemas como o ContributorID e a numeração adotada pelo SCOPUS traduzem a tendência mundial de identificação numérica.

Mas, se por um lado é possível observar benefícios, de outro lado é preciso considerar as questões algorítmicas e quem detém os números que determinam a identificação. Acima de tudo, está a percepção de que o pesquisador é, de hoje em diante, um número...

Elisabeth Adriana Dudziak - ResearchID: C-1640-2010




Para aprofundar esta reflexão, acesse o artigo na íntegra:

ENSERINK, Martin. Scientific publishing: Are You Ready to Become a Number?
Life could be a lot easier if every scientist had a unique identification number. The question is: Who should provide them? Science, 27 March 2009:
Vol. 323. no. 5922, pp. 1662 - 1664
DOI: 10.1126/science.323.5922.1662

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Futuro do Mercado Editorial

Surpreenda-se com este vídeo e reavalie suas crenças. O que pensam os jovens?

The Future of Publishing

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Brasil e as Redes Sociais

O Brasil lidera a adoção de redes sociais.

Enquanto Barak Obama (presidente dos E.U.A) ressalta a importância da competência informacional para a conscientização e análise crítica da informação e da sociedade, muitos jornalistas têm analisado o potencial de aproveitamento da web para fazer política (Política 2.0), uma nova forma de exercer a cidadania.

A chamada webcidadania baseia-se na integração entre vários atores - nós, eles (os políticos), a sociedade e o poder público. O cidadão não só estaria atento às atividades de seus vereadores, deputados e mesmo do presidente, como também poderia se constituir em um provedor de informações sobre as ações dos políticos escolhidos.



O fato é que a informação deixou de ser gerada apenas pelas instituições, o governo... O poder do cidadão sobre a informação hoje envolve uma mudança de compreensão de seu papel: não apenas somos consumidores de informação, somos produtores de informação com valor agregado.

Veja os números para o Brasil:

86% dos brasileiros conectados à internet acessam redes sociais

5 horas e 20 minutos por dia é o tempo que brasileiros passam em redes sociais (MSN, Orkut, Twitter e Facebook).

51% das pessoas que acessam a internet no Brasil são das calsses C,D e E.

64% dos internautas assistem a vídeos do YouTube

59% é o quanto aumentará o marketing na área em 5 anos

Os dados mostram que a inclusão digital da maior parte da população (classes B, C e D) está sendo feita a partir da inclusão social, através da participação nas redes sociais e de relacionamento.

O IBOPE/NIELSEN Online acabam de lançar ferramentas para medir o comportamento dos internautas nas redes sociais, por uma demanda das empresas e do mercado publicitário.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

“A tecnologia da informação é uma enorme revolução que ainda está em andamento. Ela é muito maior que a Revolução Industrial e só é comparável à imprensa de Gutemberg. Essa revolução tem mudado até os paradigmas científicos vigentes”, declarou o pesquisador. “Armas de instrução de massa”. Estas foram as palavras proferidas pelo pesquisador George Djorgovski, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech-EUA), durante o Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, realizado de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP.

Para ele, trabalhar a educação também envolve o processamento de grande quantidade de informações. Essa montanha de dados a ser explorada, levou o pesquisador a questionar a utilidade de uma informação que não pode ser analisada.

Nesse sentido, Djorgovski considera tão importante quanto a coleta de dados, os processos subsequentes que vão selecionar o que for considerado relevante e lhes dar sentido. São os trabalhos de armazenamento, mineração e interpretação de dados, etapas que também estão ficando cada vez mais a cargo das máquinas.
Além da quantidade, também a complexidade das informações está ultrapassando a capacidade humana de entendimento. “Podemos imaginar um modelo de uma, duas ou três dimensões. Mas um universo formado por 100 dimensões é impossível. Você poderá entender matematicamente a sua formação, mas jamais conseguirá imaginá-lo”, desafiou o astrônomo.

Mesmo assim, ele acredita que ainda há espaço para que raciocínio humano amplie sua capacidade, contanto que receba uma ajuda externa: a da realidade virtual. “A tecnologia desenvolvida para os games poderá ajudar o pesquisadores a ter maior compreensão de seu objeto de pesquisa, ao proporcionar uma visualização que o envolve completamente”, afirmou ilustrando com os exemplos do matemático e do químico.

Um matemático resolve equações mergulhado em uma piscina virtual de números e gráficos, na qual ele pode andar e observar os resultados que são construídos à sua volta. Um químico testa novas interações moleculares movendo manualmente átomos do tamanho de bolas de tênis, que ficam ao seu redor e reproduzem em três dimensões as substâncias formadas.

Esses exemplos futuristas são a solução imaginada por George Djorgovski, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, para que pesquisadores consigam lidar com os dados cada vez mais complexos que a ciência vem produzindo em quantidade gigantesca.

Durante o Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, realizado de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP), Djorgovski explicou que a quantidade e a complexidade dos dados científicos ultrapassou os limites da capacidade humana para entendê-los e até mesmo para observá-los.

“É preciso admitir que a maior parte dos dados levantados hoje pela ciência jamais serão vistos por olhos humanos. É simplesmente impossível”, disse Djorgovski.

O pesquisador usou como exemplos trabalhos de sua própria área de atuação, a astronomia. Telescópios monitorados por sistemas automáticos registram diariamente enormes quantidades de dados que não poderiam ser totalmente analisados nem se toda a população da Terra fosse formada por astrônomos, de acordo com Djorgovski.

O mesmo acontece com outras áreas da ciência que trabalham com grandes quantidades de informações, como é o caso dos estudos sobre a biodiversidade e a climatologia. Além de enorme, esse banco de dados está dobrando de tamanho a cada ano e meio.


Ele explica que as ferramentas, os dados e até os métodos utilizados pela ciência migraram para o mundo virtual e agora só podem ser trabalhados nele. “Com isso, a web tem potencial para transformar todos os níveis da educação. É uma verdadeira arma de instrução em massa”, ressaltou fazendo um trocadilho com o termo militar.

“Ferramentas de pesquisa de última geração podem ser utilizadas por qualquer pessoa do mundo com acesso banda larga à internet”, afirmou Djorgovski. Como exemplo, o pesquisador falou que países que não possuem telescópios de grande porte podem analisar e ainda fazer descobertas com imagens feitas pelos melhores e mais potentes equipamentos disponíveis no mundo.

citados acima.

Para Djorgovski, um dos grandes problemas da ciência atual consiste em lidar com uma complexidade crescente de informações. Como solução, o pesquisador aposta no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. “As novas gerações de inteligência artificial estão evoluindo de maneira mais madura. Elas não emulam a inteligência humana, como faziam as primeiras versões. Com isso conseguem trabalhar dados mais complexos”, disse.

A chave para essas soluções, segundo o astrônomo, é a ciência da computação. “Ela representa para o século 21 o que a matemática foi para as ciências dos séculos 17, 18 e 19”, disse afirmando que a disciplina é ao mesmo tempo a “cola” e o “lubrificante” das ciências atuais.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A contribuição de Carol Kuhlthau para a Ciência da Informação no Brasil



Clique sobre a imagem para ter acesso ao texto completo


Interessante artigo acaba de ser publicado na Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v.7, n.2, jan/jun. 2010. Os estudos de Carol Kuhlthau representam um marco nos estudos da competência informacional (letramento informacional, alfabetização informacional, literacia da informação ou no idioma original information literacy). É uma abordagem centrada no aprendiz, no sentido de evidenciar seu comportamento de busca e uso da informação, considerando aspectos intelectuais e afetivos da trajetória de pesquisa e aprendizado. Também é importante a contribuição d autora para a descrição das etapas do processo investigativo. Sua relação com a biblioteca escola também é forte, tendo publicado vários trabalhos voltados à proposição de atividades para crianças e adolescentes.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Education at a glance



Desde 2006 o Brasil participa do projeto INES (Indicadores dos Sistemas Educacionais), responsável pela publicação da Education at a Glance juntamente com outros países associados à OCDE.

A participação brasileira no programa é feita por intermédio do Inep. O Instituto coleta os dados educacionais produzidos no Brasil, revisa estes dados e encaminha à OCDE para serem processados.


Clique sobre a imagem para acessar o Relatório na íntegra

Evidências que merecem atenção:

No Brasil, mais de 60% da população de 25 a 64 anos
não concluiu a educação secundária. As taxas de emprego aumentam com a conclusão de um nível educacional, em especial, para as mulheres. O aumento na renda com a conclusão de um nível educacional, no Brasil, é superior à média dos países da OCDE, visto que os ganhos excedem 100% para os que concluem a educação terciária.

O tamanho médio das turmas em ambos níveis educacionais é superior a média dos países da OCDE. O Brasil está entre os países com turmas de educação primária mais numerosas. A média no País é de 26 estudantes por professor.

Predomina a visão construtivista, porém sua aplicação é menor que nos países citados. O mesmo pode ser observado nos países do sudeste da Europa e na Malásia. Na maioria dos países (e no Brasil), os professores preferem as práticas estruturadas de ensino em detrimento das práticas orientadas para a participação dos alunos na
aprendizagem.



Outra pesquisa conduzida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis), de âmbito internacional cujo foco principal é o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos professores do ensino fundamental regular de 6º a 9º ano ou da 5ª a 8ª série.

Foram coletadas informações sobre liderança escolar, avaliação dos professores e feedback, desenvolvimento profissional e atitudes, crenças e práticas educacionais dos professores das séries/ anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª série ou 6º ao 9º ano) e dos diretores das escolas da amostra.

A pesquisa foi realizada por amostragem, nos anos de 2007 e 2008, em 24 países: Austrália, Áustria, Bélgica (Comunidade Flamenga), Brasil, Bulgária, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Holanda, Hungria, Islândia,Irlanda, Itália, Coréia, Lituânia, Malta, Malásia, México, Noruega, Polônia, Portugal e Turquia. Apesar das diferentes formas de se realizar a amostra entre os países, em média, 200 escolas de cada país participaram da pesquisa. Nessas escolas, os diretores e em torno de 20 professores, selecionados aleatoriamente, preencheram os questionários. No caso do Brasil, a mostra foi composta por 400 escolas, sendo que na base de dados final foram consideradas 380 escolas e 5.834 professores.

Resultados obtidos no Brasil
73,6% dos professores e 76% dos diretores são do
sexo feminino com menos de 40 anos.

Quanto ao comportamento do estudante,
observa-se que a perturbação em sala de aula é o
aspecto que mais atrapalha a aprendizagem, na
opinião dos diretores das escolas que concentram
60,2% dos professores.

A maior demanda por desenvolvimento profissional está nas áreas de
Educação Especial, com 63,2%, e de Habilidades em TIC para o ensino, com 35,6%.

ALFIN - Panorama 2009

terça-feira, 30 de março de 2010

Ondas Informacionais e seus reflexos nas Empresas 2.0



À medida que as organizações começam a adotar ferramentas sociais para colaborar, ligando os trabalhadores, capturando o conhecimento e as atividades de inovação, logo se deparam com um fenômeno que não era necessariamente esperado. Com o aumento da participação geral, consequentemente há um aumento da massa informacional disponibilizada nas Intranets empresariais.

É bem verdade que a Intranet é ainda, e lamentavelmente, muitas vezes um lugar estático, em muitas organizações. Mas os que aplicam os princípios da Enterprise 2.0 (empresa social, emergente, participativa, que adota abordagens livres para as atividades de negócios), logo descobrem que o oposto frequentemente acontece: há uma superexposição de informações capturadas e conhecimentos compartilhados que, frequentemente, permanecem nos sistemas muito mais tempo depois que a colaboração ou as atividades ligadas a determinado projeto terminam.

Em outras palavras, nas empresas que levam a sério o compartilhamento de informações e conhecimentos, passa a ocorrer um natural excesso de informações e dados armazenados que, na maior parte das vezes, dificilmente serão reutilizados.

Eu estou chamando este cenário de explosão da informação de primeira "onda" da Empresa 2.0. A maioria das empresas hoje apenas começa a aprender o que é isto, quão grande será e o que significará. Apesar das informações de negócios costumarem estar frequentemente submersas em sistemas proprietários e bancos de dados, a informação gerada pelas atividades sociais (tanto ad hoc quanto intencionalmente projetadas), estão se tornando muito mais visíveis externamente e ao mundo. Este é o conceito de network effects by default, em que qualquer contribuição individual aumenta o conhecimento de toda a organização, ao invés de apenas uma pessoa ou grupo de pessoas.

Mas isto pode deixar as organizações inundadas do que denomino informações expostas ou dados visíveis, mas que não são necessariamente imediatamente utilizáveis. Uma vez que as comunidades se tornam ativas e começam gerar e buscar conhecimento compartilhado, o ato de navegar na intranet ou usando os motores de busca da empresa faz com que muito mais informação seja descoberta. Algumas informações podem ser relevantes no momento, mas a maior parte delas provavelmente não é.

Há um desafio que é semelhante quando tentamos nos manter a par de posts, páginas wiki, fóruns de discussão, e fluxos de atividades sociais de rede, fontes informacionais freqentemente atualizadas. E é por isso que soluções como feeds e leitor de feeds foram inventadas. No espaço empresarial, um dos padrões fundamentais identificados para lidar com isso é algo conhecido como "sinais", que são maneiras de puxar de forma eficiente as novidades na paisagem das informações aos interessados.

Mas está começando a ficar claro que os sinais não são suficientes, especialmente porque os dados da empresa entram na equação. Muitas vezes não leva muito tempo antes que os dados de um negócio importante sejam copiados ou ligados na Empresa 2.0, gerando verdadeiros problemas de gestão. Vemos também que os repositórios de dados em acesso aberto, anteriormente submersos em repositórios de dados, bem como a adição de modelos sociais para aplicações empresariais existentes, contribuem ainda mais para a overdose caótica da informação.

Finalmente, isto levará a uma explosão de informação que as empresas ainda terão de descobrir como lidar. Existe a frase de Clay Shirky's "Não é sobrecarga de informação, é falta de filtro." Esta frase nos aponta o caminho para a curva de maturidade para aqueles que significativamente adotam o modelo da Empresa 2.0.

Assim, eu começo a ver pelo menos três fases principais, ou ondas, nas Empresas 2.0, em relação à riquíssima variedade de informações socialmente compartilhadas, criadas, gerenciadas e consumidas.

Onda 1: Information Explosion (Explosão informacional). Uma vez que os trabalhadores têm a capacidade de colocar informações na intranet, alterá-las, e se envolver na conversa, a quantidade de informação exposta na rede local vai crescer rapidamente. Iniciativas de acesso aberto, especialmente aquelas que são Web orientadas, vão aumentar ainda mais a quantidade de dados acessíveis. No início, este não será um grande problema, mas como toda a organização começa a mudar seus hábitos e se envolver, a quantidade de informação vai subir até que se torne difícil lidar com os meios existentes, tanto no nível de trabalho e quanto no nível de infra-estrutura, como a relevância do motor de busca. Neste ponto da curva de maturidade da Empresa 2.0, a abundância de informação vai representar uma vantagem significativa de negócio que só poderá ser parcialmente realizada.

Onda 2: Informação Filters (Filtros de Informação). A Organização passará a adotar filtros para reduzir a quantidade de informação exposta na rede. Isso não quer dizer que ela será removida ou oculta, mas não vai ser tão visível em coisas como os motores de busca, sistemas de recomendação, ou fluxos de atividade, a menos que seja considerada relevante. A análise de palavra-chave, tags e hashtags, e recomendações sociais são algumas maneiras simples para que os filtros possam ser aplicados hoje, sem complexidade ou software adicional. O próximo passo será o uso de recursos como busca semântica (como o que a Intrix está buscando fornecer).

Onda 3: Information Shadows. (Sombras Informacionais). Embora a filtragem ajude a lidar com o rápido crescimento do volume de informações exposto em intranets empresariais, obtendo uma compreensão mais profunda do que uma empresa sabe realmente, isso exigirá um outro nível de melhoria da nossa capacidade de perceber profundamente e estrategicamente como as teias de informações que se acumulam em ambientes de computação social. Isso faz parte da emergente discussão Squared Web, que é apontar alguns dos caminhos a seguir daqui. Por exemplo, a análise social é parte dessa onda 3 de maturidade, que nos dá uma visão de recurso da inteligência coletiva que se acumula nas organizações que estão ativamente envolvidas em atividades empresariais 2.0.



No final, a inteligência de negócios decorre realmente da informação que as comunidades de trabalhadores, parceiros, clientes e até mesmo os consumidores ajudam a construir. Isso é fundamental para obter o retorno do investimento total da computação social. Felizmente, algumas soluções para este início de modelo Onda 3 estão começando a emergir como a Connotate's Enterprise 2.0 BI ou a IBM's new Smart Analytics Cloud.

Na minha opinião, as organizações provavelmente vão passar por todas estas fases, por compreenderem os benefícios da próxima etapa ou às vezes apenas por pura necessidade. Finalmente, o delta entre a quantidade de conhecimento que você tem exposto e o trabalho necessário para obter o que você precisa, vai determinar a eficiência do consumo neste novo mundo de abundância de informação. Será, portanto, a medida de sua capacidade de acesso ao valor de negócios da empresa 2.0.

Entender o impacto da abundância informacional na sua empresa ou instituição será essencial ao sucesso de seu empreendimento.

Tradução (com adaptações) do Artigo de Dion Hinchcliffe
The Three Waves of Enterprise 2.0: Climbing the Social Computing Maturity Curve. Nov. 2009, por Elisabeth Adriana Dudziak (março 2010).

quinta-feira, 25 de março de 2010

AlfaRed - Foro RED para la Alfabetización Informacional

Além de apresentar diversos recursos sobre a competência informacional (ALFIN - Alfabetización Informacional), a Rede apresenta eventos e documentos importantes para o reconhecimento destas atividades nas Bibliotecas.

http://www.alfared.org/


Competência Informacional em Bibliotecas Públicas

Exemplo destas iniciativas é a Declaración de Murcia sobre la acción social y educativa de las bibliotecas públicas en tiempo de crisis (18 y 19 de febrero de 2010).







Competência Informacional na Escola

segunda-feira, 22 de março de 2010

Indicadores de desenvolvimento da mídia 2010 e a liberdade de expressão

Publicação da UNESCO é lançada em português.

Conforme declarado na sua Constituição, a UNESCO se dedica à “promoção do livre fluxo de ideias por meios verbais e visuais”. Seus esforços na área de desenvolvimento da mídia e na defesa da liberdade de imprensa, ao longo das últimas décadas, constituem uma forte indicação do compromisso inabalável da Organização com o desenvolvimento de uma mídia livre, independente e pluralista. Esse foco na assistência ao desenvolvimento da mídia está claramente vinculado ao potencial da mídia no fortalecimento dos processos democráticos participativos, transparentes e responsáveis, considerando todos os atores da sociedade.

As evidências mostram que um ambiente livre, independente e pluralista para a mídia é essencial para a promoção da democracia. Ademais, ao oferecer um meio de comunicação e acesso à informação, a mídia pode ajudar a assegurar aos cidadãos e às cidadãs as ferramentas necessárias para fazer boas escolhas e a melhorar sua participação no processo decisório relativo a questões que afetam suas vidas.

A assistência ao desenvolvimento da mídia é, pois, um componente indispensável das estratégias de desenvolvimento, embora ainda precise conquistar um reconhecimento mais amplo e um custeio adequado da comunidade de financiamento internacional.

É nesse contexto que o Conselho Intergovernamental do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC) da UNESCO decidiu que era importante identificar as principais características de um ambiente de mídia no qual possam prosperar a liberdade de expressão, a independência e o pluralismo


Clique sobre a imagem para acesso ao texto completo.

As cinco principais categorias de desenvolvimento da mídia
são as seguintes
:

CATEGORIA 1: Um sistema regulatório favorável à
liberdade de expressão, ao pluralismo e à diversidade
da mídia: existência de um marco jurídico,
regulatório e político que resguarde e promova a
liberdade de expressão e informação, baseado nos
padrões internacionais de práticas recomendadas e
formulado com a participação da sociedade civil.

CATEGORIA 2: Pluralidade e diversidade da mídia,
com igualdade de condições no plano econômico e
transparência da propriedade: o Estado promove
ativamente o desenvolvimento do setor de mídia de tal
maneira a impedir a concentração indevida e assegura
a pluralidade e transparência da propriedade e do
conteúdo nas vertentes pública, privada e comunitária da mídia.

CATEGORIA 3: A mídia como uma plataforma para o
discurso democrático: a mídia, quando inserida em
uma atmosfera prevalente de autorregulamentação e
respeito pelo ofício jornalístico, reflete e representa a
diversidade de opiniões e interesses na sociedade,
inclusive aqueles dos grupos marginalizados. Há um
nível elevado de informação e educação para a mídia.

CATEGORIA 4: Capacitação profissional e apoio às
instituições que embasam a liberdade de expressão,
o pluralismo e a diversidade: os profissionais da mídia
têm acesso à capacitação e ao desenvolvimento profissional,
tanto vocacional como acadêmico, em todas as
etapas de suas carreiras, e o setor de mídia como um
todo é fiscalizado e apoiado por associações profissionais
e organizações da sociedade civil.

CATEGORIA 5: A capacidade infraestrutural é suficiente
para sustentar uma mídia independente e
pluralista: o setor da mídia é caracterizado por níveis
elevados ou crescentes de acesso público, inclusive
entre os grupos marginalizados, e há o eficiente uso da
tecnologia para a coleta e distribuição de notícias e
informações apropriadas ao contexto local.

Os indicadores-chave e os meios de verificação são essenciais à avaliação da situação da mídia no Brasil. Isto nos remete à importância da atuação política do bibliotecário em defesa do acesso democrático à informação, repudiando a censura à imprensa e a concentração dos meios de comunicação.

Apesar da publicação estar direcionada mais aos jornalistas (enquanto profissionais da mídia), é leitura acertada também aos profissionais da informação.